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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Samba De Esquecer Maria

Como te esquecer, Maria
(Se te canto todo dia)?
Por amor ou nostalgia
Eu te faço poesia.

Tens o meu melhor, querida.
Se te fiz assim bonita
Foi por te querer na vida,
E estás sempre de partida.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pingente Duplo

Dá-me teu cuidado
De Maria
Pra fazer verão
Depressa.

Os desiludidos
Fazem guerra,
Mas meu coração
É calmaria.

E de calma tanta
Poderia,
(Fosse atropelado
Na saída)

Desencorajado
Pela vida,
Solidificar-se
Feito pedra.

Mas meu coração
Não é de pedra
Nunca, jamais pôde
Ser de pedra

Nem tampouco sabe
Fazer guerra.
Tão despreparado...
Quebraria!

E dos seus pedaços
Eu faria
Um pingente duplo
Para dar-te.

Troco minha parte
E a que te cabe
Pelo teu cuidado
De Maria.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ciumaria


Ah, Maria, quando a poesia...
Quando a poesia aporta à margem de mim
Sou todo rima a enaltecer o que é belo
E maldizer o que não é.

Sou zelo, apego e ciumaria
Quando a nostalgia aborta as claves em mim.
Sou todo cisma de amor amarelo
Enlaçando-te os pés

Como devotado inepto
A acariciar-te o ego
E beijar-te a mão de anéis.

Se isso fosse bom remédio
Não me açoitaria o tédio
Com socos e pontapés.

Envelheço de tão sério
Adoeço de tão velho
Adormeço ainda de pé

Feito arranha-céu babélico.
Sou Romeu psicodélico,

Me embriago com café.